Febre infantil

11/05/2017 by admin0
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Febre na criança pequena
Febre sempre deixa os pais preocupados, mas é importante lembrar que ela é um processo comum, que vai se repetir muitas vezes na vida da criança.
A febre faz parte da defesa natural do organismo do bebê contra uma infecção.

Meu filho está com febre. O que fazer?
Tradicionalmente, considera-se febre uma temperatura acima dos 37 graus Celsius ou centígrados, observada num termômetro colocado embaixo do braço.
Mas algumas crianças podem ter a temperatura mais alta, de até 37,5 graus, mesmo que não haja nada errado.
Por isso, os médicos consideram febre mesmo temperaturas acima de 37,5 graus (para alguns médicos, pode ser acima de 37,8).
Entre 37 e 37,5 graus, a criança está subfebril, ou com uma febrícula.

Por que a febre aparece?
A febre, em geral, é uma indicação de que o organismo está combatendo algum tipo de infecção.
Os macrófagos, células que patrulham o corpo, estão sempre em alerta. Quando encontram algo estranho – como vírus, bactérias ou fungos -, eliminam o maior número que conseguem.
Ao mesmo tempo, pedem ajuda, mandando sinais para o cérebro elevar a temperatura do corpo.
Só essa elevação já é capaz de matar alguns tipos de bactéria. O processo também parece acelerar a produção de glóbulos brancos e de substâncias que matam os intrusos.
Por isso, antes de se apavorar, é preciso lembrar que a elevação da temperatura faz parte do processo natural de combate à infecção. A febre em si não é necessariamente prejudicial.
Algumas vezes pode não ser tão claro por que seu filho está com febre, mas há alguns motivos mais comuns:
– gripe
– resfriado
– inflamação na garganta
– infecção no ouvido
– infecção urinária
– doenças respiratórias, como pneumonia ou bronquiolite
– vírus que causam “pintinhas” pelo corpo, como catapora.

Como faço para distinguir uma febre sem gravidade de uma mais grave?
Mais importante que a temperatura em si é o comportamento da criança.
Se ela estiver com febre de até 38,5 graus, mas estiver comendo bem, brincando e tranquila, há menos razão de preocupação que no caso de uma criança com febre de 37,8 graus junto com choro inconsolável ou prostração.
Procure o médico se a febre estiver acima de 39,5 graus, ou se a criança estiver agindo estranho, muito abatida.
Não deixe de mencionar qualquer outro sintoma para o pediatra, para que ele tenha mais dados para fazer um diagnóstico.
Fique de olho nos seguintes sintomas, que podem indicar algo mais grave:
A criança apresenta manchinhas vermelhas na pele, que não clareiam quando você as aperta, ou se tem manchas vermelhas grandes. Esses são sinais de uma infecção bacteriana grave.
A criança tem dificuldade para respirar, ou está ofegante. Pode ser pneumonia.
Lembre-se: A temperatura do corpo costuma aumentar no início da noite, em geral. Por isso é esperado que a febre piore um pouco nesses horários.
Caso você consiga baixar a temperatura de seu filho de 1 a 3 anos com antitérmicos (como paracetamol, ibuprofeno ou dipirona), e ele não esteja muito abatido, você pode esperar pelo menos 24 horas para levá-lo ao médico.
Antes disso, é provável que o especialista não consiga fazer nenhum diagnóstico, e peça para você apenas observar o seu filho.
Evite levar a criança sem necessidade ao pronto-socorro, para não expô-la a outros vírus e bactérias num momento em que o organismo dela já está um pouco fragilizado.
Mas confie nos seus instintos e procure atendimento imediato se sentir que se trata de alguma doença mais grave.
 
Preciso baixar a febre a qualquer custo?
Você só precisa baixar a febre do seu filho se ele estiver se sentindo desconfortável demais (chorando o tempo todo, reclamando, vomitando). Ou se ele já tiver tido uma convulsão febril alguma vez (leia abaixo sobre as convulsões).
Por um lado, o aumento da temperatura ajuda a combater os microrganismos que possam estar causando a infecção.
Por outro, se a criança estiver se sentindo muito mal por causa da febre, vai ter dificuldade para beber e comer, e isso pode atrapalhar sua recuperação.
Nunca dê aspirina a crianças de menos de 16 anos, porque o ácido acetilsalicílico já foi ligado a uma síndrome rara, que pode ser fatal, a síndrome de Reye.
Além disso, esse tipo de medicamento pode causar problemas estomacais e hemorragias, porque afeta a coagulação do sangue.
Durante a febre, mantenha seu filho vestido com as roupas adequadas para a temperatura ambiente, nem agasalhado demais nem de menos.
Capriche na ingestão de líquidos. Uma criança com febre pode ficar desidratada só pela transpiração, mesmo que não esteja com diarreia ou vômitos.
Quando a criança está desidratada, o uso de antitérmicos é menos eficaz e pode ser até mais tóxico.
Além disso, bem hidratada, ela reage melhor às doenças. Portanto abuse dos líquidos.
Você também pode dar um banho morno. Se tiver dado um antitérmico, pode dar o banho cerca de 40 minutos depois.
Mas o banho não é imprescindível – só dê se você achar que seu filho vai se sentir melhor.
É melhor baixar a temperatura aos poucos que muito rápido. O banho precisa ser confortável para a criança, e nunca use álcool, nem no banho nem em compressas (como se fazia antigamente).
 
O que é a convulsão febril?
Quando a temperatura da criança sobe muito rápido, pode acontecer de ela ter uma convulsão. Fica pálida, os músculos ficam rígidos ou ela faz movimentos estranhos, e às vezes perde a consciência. A convulsão febril assusta muito, mas não costuma deixar nenhuma sequela.
Se por acaso seu filho tiver uma convulsão, você não precisa segurar a língua dele. Ele não vai engoli-la.
Apenas tire alguma coisa que esteja em sua boca, como chupeta ou alimentos. Não o segure, mas tente mantê-lo com a cabeça de lado, para evitar o risco de ele engasgar com a saliva ou com um possível vômito.
Um dado que ajuda bastante o médico é saber quanto tempo a convulsão durou. Portanto, se conseguir, olhe no relógio.
Normalmente essas crises só duram 20 segundos, e é raro passarem de dois minutos. Se quatro minutos passarem e a convulsão não acabar, a criança deve ser levada para o pronto-socorro.
Se a convulsão tiver passado e a criança estiver agindo normalmente, não é preciso correr para o hospital.
Caso tenha acesso ao médico por telefone, fale com ele imediatamente e procure orientações. Se não, marque uma consulta ou leve seu filho com calma ao hospital. Podem ser pedidos exames complementares.
Os episódios de convulsão normalmente acontecem entre os 6 meses e os 6 anos de idade, mas são mais comuns antes dos 2 anos.
A criança tende a ter convulsão uma vez só (felizmente!), e há indícios de componente familiar: se o pai ou a mãe tiveram convulsão febril quando crianças, a probabilidade de o filho ter é maior.

**Fonte: brasil.babycenter.com


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